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sábado, 23 de junho de 2018

''Demolidor de mitos''


Capa do ''Demolidor de Mitos''

''O Demolidor de Mitos é um documento criado pela Rede Europeia de Vida Independente (ENIL) que pretende desmitificar ideias pré-concebidas sobre a Vida Independente. É fruto de um complexo trabalho de pesquisa junto dos associados e também com base no trabalho desenvolvido pela ENIL com decisores, a vários níveis.
O Centro de Vida Independente apoiou na tradução deste documento para que fique disponível a todos em Português e disponibilizamos o mesmo para descarregar livremente.''
Descarregar aqui

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Apresentação do Guia de Boas Práticas de Acessibilidade - Comunicação Inclusiva em Monumentos, Palácios e Museus

Vai ser lançado, no próximo dia 8 de junho, o Guia de Boas Práticas de Acessibilidade para museus, palácios e monumentos.
O evento será no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, entre as 15h e as 17h.

Foto: "Publituris"


''O Turismo de Portugal e a Direção Regional de Cultura do Centro convidam a participar na sessão de apresentação do Guia de Boas Práticas de Acessibilidade - Comunicação Inclusiva em Monumentos, Palácios e Museus.

A sessão visa dar a conhecer alguns procedimentos técnicos aplicáveis a qualquer espaço cultural, assim como, divulgar outras experiências de comunicação acessível e inclusiva em Monumentos, Palácios e Museus. 

A participação na sessão é gratuita, com inscrição obrigatória até dia 6 de junho e limitada à capacidade da sala (54 lugares). As inscrições são confirmadas pela organização.

Programa​:
_ Boas Vindas
_ Programa All for All – Portuguese Tourism (Turismo Acessível) – Helena Ribeiro, Turismo de Portugal
_ Apresentação do Guia de Boas Práticas Comunicação Acessível Museus, Palácios e Monumentos: uma ferramenta de apoio  – Coautoras Ana Garcia e Clara Mineiro
_ Apresentação de casos de boas práticas: Museu Nacional de Machado de Castro (Coimbra) e Museu da Comunidade Concelhia da Batalha (Batalha)
_ Debate''
Fonte e inscrições aqui

sábado, 12 de maio de 2018

Marcha pela Vida Independente.

Marcha pela Vida Independente, 5 de maio de 2018 
(foto- agência Lusa)

Para comemorar o Dia Europeu para a Vida Independente, o Centro de Vida Independente (CVI) realizou, no passado dia 5, a primeira marcha para a Vida Independente na Avenida da Liberdade, em Lisboa e na Avenida 5 de Outubro, em Vila Real.

(foto- agência Lusa)

Apesar de estarem anunciados os primeiros projectos piloto a nível nacional, continuam a existir algumas falhas no Decreto-Lei nº 129/2017 e mais recentemente, com o anunciado orçamento para esse projecto piloto, foi verificado que não é possível executar o projecto na forma anunciada.

Após esse anúncio, foi feita uma vigília, durante 77 horas, para mostrar indignação sobre os números anunciados.

Terceira noite de vigília (foto-CVI)

''Orçamento de 1,4 milhões de euros é "claramente insuficiente para as necessidades expostas pelas associações", diz responsável do Centro de Vida Independente.'' Diana Santos em declarações à Agência Lusa

Links relacionados

''Marcha e vigília para pedir mais apoios para os Centros de Apoio à Vida Independente'' in Público


''Eles marcharam de cadeiras rodas. Querem ser felizes e ter uma vida independente'' in Expresso

sábado, 28 de abril de 2018

Dislexia


O que é?
A dislexia é uma disfunção neurológica, que se manifesta ao nível da dificuldade de aprendizagem da leitura, em pessoas com inteligência normal ou acima da média.
Esta dificuldade crónica não está relacionada com a qualidade do ensino, o nível intelectual, as oportunidades socioculturais, ou as alterações sensoriais. Tem uma base neurobiológica, com alterações na estrutura e funcionamento neurológico, e pode apresentar uma influência genética.
Quem sofre de dislexia apresenta um esforço acrescido para distinguir letras, formar palavras e compreender o seu significado. Os alunos que têm estas dificuldades não são preguiçosos, pouco inteligentes imaturos, nem têm necessariamente problemas visuais ou de postura. Requerem um tratamento terapêutico intensivo e apoio no processo de ensino-aprendizagem, para que consigam ter sucesso.
Ainda que esteja relacionada com a aprendizagem da leitura, a dislexia pode ter consequências noutras áreas académicas e a nível emocional e comportamental. É frequente a comorbidade com outras perturbações: perturbação específica da linguagem, discalculia, disortografia, descoordenação motora, défice de atenção com ou sem hiperatividade, alterações do comportamento, perturbação do humor, perturbação de oposição e desvalorização da autoestima. 

Aprenda a instalar a “letra da dislexia” no seu computador

Dyslexie

A Dyslexie é uma fonte gratuita apenas para uso pessoal, se você quiser usa-la pra fins educacionais (caso seja uma escola) ou de negócios (caso queira lançar um livro ou app) terá que desembolsar $59 dólares para ter a licença de usa-la (o valor pode variar de acordo com o grau da escola ou do projeto a ser lançado).

OpenDyslexicA 

OpenDyslexic é uma fonte 100% gratuita e open source (código aberto) – motivo pelo qual a escolhemos para ser a fonte do logotipo do DislexClub. Você pode usa-la tanto para fins pessoais, quanto para fins educacionais (caso seja uma escola) e de negócios (caso queira lançar um livro ou app) sem colocar a mão no bolso.

Fonte: Dislex Club

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

1º Encontro Mithos a Ler, Vila Franca de Xira, 2017

Montagem fotográfica Miguel Horta, daqui


Nos dias 3 e 4 de Novembro  de 2017 realizou-se na Biblioteca Fábrica das Palavras em Vila Franca de Xira o 1.º Encontro Mithós a ler: Leituras inclusivas para todas as idades. Surgiu de uma proposta à Mithós Histórias Exemplares feita pela  Laredo - Associação Cultural que foi apoiada pela Fundação Auchan para a Juventude e pelo Centro de Formação Infante D. Pedro (creditação como formação para docentes). 


A proposta era dar a conhecer este projecto e após um ano realizar uma reflexão sobre o seu desenvolvimento.   Propunha-se ainda discutir a temática da deficiência, a inclusão e o acesso à informação com a tomada de consciência dos nossos direitos.  E ainda o papel das bibliotecas como transmissor da informação e ajuda à  tomada de consciência pelas pessoas com deficiência - de quais são os seus direitos e deveres e de como agir para os ver reconhecidos.

No 1.º painel “Bibliotecas – Espaço de Inclusão”, no dia 3 de Novembro, falaram: 
Manuela Barreto Nunes - Professora da Universidade Portucalense e Miguel Horta - Mediador de Leitura. Seguiu-se um debate sobre a “Educação e Mediação Leitora”. 
Manuela Barreto Nunes referiu o Manifesto da UNESCO sobre as Bibliotecas Públicas realçando que devem ser acessíveis a todos sem distinguir raça, género, religião, idade, nacionalidade, língua ou condição social. São particularmente importantes para pessoas com diversidade funcional, minorias étnicas e linguísticas ou reclusos. As bibliotecas são como um organismo vivo, elas tornam-se espaços de aprendizagem, de partilha de conhecimentos e de afectos e podem  combater a solidão, o desemprego, a iliteracia digital e a infoexclusão. Segundo afirmou, a inclusão nas bibliotecas vai para além da possibilidade de leitores com diversas incapacidades terem acesso à leitura, exige que todos os cidadãos consigam ler. “As bibliotecas são ao mesmo tempo espelhos e janelas, espelho para o encontro de si mesmo e do seu semelhante, e janela para ver o Mundo e ajudar a compreendê-lo melhor”.
Miguel Horta falou da sua experiência como Mediador de Leitura. Tal como Manuela Barreto Nunes também considerou as bibliotecas como seres vivos. Elas devem ter adaptações fisicas mas também devem estar adaptadas ao público com dificuldades, por exemplo os que têm um baixo nível de iliteracia. Referiu ainda outros públicos específicos como a comunidade cigana, reclusos ou crianças autistas.
Mais tarde, decorreram as Tertúlias sobre Educação e Mediação Leitora. Discutiu-se em que medida é que as escolas estão preparadas para a Vida Independente, referindo exemplos de barreiras e de boas práticas. Citaram-se as novas tecnologias: Powerpoint, Vídeos, Redes Sociais, por exemplo.
Foto de Teresa Ferreira.
À noite, integrada no Programa do Encontro, decorreria uma sessão de narração oral no átrio do Museu do Neorealismo, com Thomas Bakk, Miguel Horta e Maria Abelha, com numerosa assistência.

No dia seguinte,  04 de Novembro, falaram Diogo Martins, presidente da Associação VidaIndependente, Sérgio Lopes, representando a Direcção da Mithós – Histórias Exemplares, Jorge Falcato arquiteto, deputado da Assembleia da República e líder do Movimento Deficientes Indignados, Margarida Fonseca Santos, escritora, e Maria João Filipe, coordenadora interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares e professora bibliotecária da Escola Básica de Mafra, onde coordena o projeto Todos Juntos Podemos Ler do Agrupamento. Moderadora foi Manuela Ralha na qualidade de Vereadora de Vila Franca de Xira e Presidente da Mithós – Histórias Exemplares.
Na Tertúlia Vida Independente focaram-se aspectos das políticas sociais vingentes sobretudo no referente à educação, emprego, vida activa e acessibilidades. Diogo Martins falou sobre a Vida Independente como uma filosofia de vida para pessoas com deficiência. Este movimento nasceu nos EUA, nos anos 60; sobre o mesmo, fez um resumo histórico. A Vida Independente funda-se em dois princípios básicos: Autodeterminação e a Autorealização.  O  primeiro consiste no Direito da Pessoa com Deficiência saber e decidir o que é melhor para si. O segundo também é um Direito. que têm todos os cidadãos. de se realizarem pessoal e profissionalmente, sem limitações causadas pelas incapacidades.


Jorge Falcato falou de três modelos sociais da Pessoa com Deficiência:
Modelo mágico/religioso. Mais antigo, associa a deficiência ao castigo por algum pecado no passado.
Modelo médico. O problema está na pessoa e é esta que se tem de adaptar à sociedade e à sua organização. Se não o conseguir será afastada da sociedade e institucionalizada. Ainda é o vigente.
Modelo inclusivo. A deficiência não está na pessoa mas na sociedade, que não está adaptada para todos. Neste último modelo são as pessoas com deficiência, individualmente ou em grupo, que promovem a mudança de mentalidade.
Margarida Fonseca Santos falou na sua experiência com uma deficiência motora, e da sua decisão de escrever sobre estes problemas, tendo já publicado diversos livros, com boa aceitação no público de todas as idades. Citou vários exemplos e o dever que sente de educar os outros.
Maria João Filipe falou da Rede de Bibliotecas Escolares  e da realidade na Escola Básica de Mafra; referiu vários projectos, sobretudo o “Todos Juntos Podemos Ler” e “Ler na Ponta dos Dedos”, com a finalidade de criar bibliotecas escolares inclusivas e acessíveis a todos seja qual for a sua deficiência, referindo a importância do caráter interativo das atividades de leitura.

Conclusão do Encontro
Ainda falta muito para garantir os Direitos Humanos e a Igualdade de Oportunidades para pessoas com deficiência. A iliteracia deve ser um dos primeiros combates e através da leitura espera-se mudar as mentalidades, as políticas e as atitudes. Os debates foram muito participados, com intervenções dos participantes que revelam o interesse existente por estes temas na sociedade atual.

Texto: Élia Afonso, Hugo Sousa, rev. João Baeta Neves
Fotografias: Maria José Vitorino, Miguel Horta


Mais notícias sobre o Encontro: Encontro Mithós a Ler, Album de fotografias, aqui

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Educação Bilingue para Surdos: Uma Experiência Portuguesa - por sinal, consegues ouvir o Mundo ?

 Imagem daqui https://www.serralves.pt/fotos/editor2/programas_educativos_2017-2018_v1_single.pdf —
Imagem daqui

Um artigo interessante sobre a História da  Educação de Surdos no nosso país

A História da Educação de Surdos em Portugal não é separável da História da Casa Pia de Lisboa (CPL). Foi nesta instituição que se introduziram os principais métodos de ensino de surdos que se aplicaram em Portugal. O ensino de surdos foi introduzido pelo professor sueco, Per Aron Borg também fundador da primeira escola de surdos da Suécia.

Este professor traria consigo o alfabeto manual sueco que viria a ter grande influência na própria Língua Gestual Portuguesa (LGP) sobretudo ao nível das configurações da mão. A partir de 1905 é introduzido na CPL o método oral por Pavão de Sousa e que viria a dominar a educação de surdos no nosso país durante 87 anos relegando a LGP para a clandestinidade, embora se continuasse a desenvolver nos lares e nos intervalos das aulas e nos refeitórios. À semelhança de muitos locais da Europa e América o Método Oralista, também, em Portugal começa a ser posto em causa embora mais tarde (nos anos 90 do século XX). Assim, é no Instituto Jacob Rodrigues Pereira (IJRP) que a LGP é recuperada da clandestinidade e passa a ser alvo de estudos científicos e aplicado no ensino desta população dando origem aos primeiros passos do Ensino Bilingue em Portugal.
Todavia, embora o modelo teórico da Educação Bilingue fosse já uma realidade, o mesmo não se passava com a sua aplicação prática. Vários eram e são os impedimentos para essa aplicação efetiva. Por essa razão a partir de 2005, o IJRP organizou-se de forma a que a aplicação do bilinguismo fosse uma realidade como base em diferentes eixos: a intervenção precoce; o trabalho com as famílias; a construção de materiais bilingues; a aplicação do programa de língua portuguesa para surdos; a ampliação da equipa de integração e formação profissional; a criação da Unidade de Investigação; a constituição do departamento de educação especial e uma equipa de serviços técnicos de apoio e serviço educativo. Estas valências têm produzido bons resultados ao nível do desempenho escolar dos alunos surdos e na sua inclusão autónoma na sociedade.


Educação Bilingue para Surdos: Uma Experiência Portuguesa por Paulo Vaz de Carvalho - porsinal, consegues ouvir o Mundo ?

Outra fonte interessantes, mais extensa - Educação bilingue de alunos surdos : manual de apoio à prática (2009)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Carta Educativa - Vila Franca de Xira 2017-2022

Foto de Mithós Histórias Exemplares.

A quem puder participar - aqui está disponível o documento em discussão neste momento, para que a Câmara pede contributos, escritos ou orais. Na Mithós, faremos uma Tertúlia Mithós a ler a propósito, no dia 28 de Junho. Contamos com a colaboração da Laredo Associação Cultural, dos Pais em Rede, da Contramão, e do Ateneu Artístico Vilafranquense.

As próximas sessões oficiais de apresnetação da Carta Educativa do concelho são agendadas: 
21 de junho, EB23 D. António de Ataíde, Castanheira do Ribatejo, 17h30; 
28 de junho, EBI Bom Sucesso, Alverca, 17h00. 

O documento base, com um horizonte de aplicação de 5 anos (2017-2011?), tem 46 páginas (em pdf) e está a ser elaborado pelo CIES-IUL, por encomenda da Câmara Municipal. 

Propõe desde já, entre outras coisas 


"Criar condições na escola pública regular, nos próximos 5 anos, de inclusão de todos os alunos com NEE assegurando as melhores condições;" (p. 37) 

As metas quinquenais enunciadas são: 1. Frequência da escola por parte de 100% das crianças e jovens entre o pré-escolar e o 3º ciclo; 2. Elevar para 95% as taxas reais de conclusão no ensino secundário; 3. Reduzir o Abandono Escolar Precoce em 5%; 4. Reduzir em dois terços os atuais níveis de retenção escolar; 5. Certificar 2.500 adultos por ano nos diferentes ciclos do ensino básico e no ensino secundário "(p. 38). 

Para termos uma ideia da população abrangida (excluindo a educação de adultos, o ensino profissional e pos-secundário), em 2011 o censo apontava para 24.226 pessoas no concelho entre os 3 e os 19 anos, das quais 1000 (entre os 5 e os 19 anos) apresentando uma ou mais dificuldades permanentes associadas a uma deficiência. O total de residentes entre os 3 e os 18 anos era, em 2011 (INE, Recenseamento Geral), 24.300.  Num universo de 136.886, tal corresponde a 17,8 %, quase 1 em cada 5 habitantes em idade escolar. 

Em 2017, há no concelho 56 estabelecimentos de ensino públicos (incluindo o Centro de Formação do IEFP em Alverca) e 31 privados (incluindo IPSS e o Conservatório Regional Silva Marques, em Alhandra).

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Lição de vida - inclusão (video)

Um video que chega da Dinamarca, sobre Inclusão. Sobre Nós. Todos.
"Seja qual for a religião, género, classe social, raça ou profissão daqueles que o rodeiam, uma coisa é certa: há aspetos que partilham, apesar de, aparentemente, poder haver mais a separá-los do que a uni-los."

Lição sobre inclusão

Ver o video aqui:
All That We Share Tudo Aquilo Que Partilhamos - YouTube