quinta-feira, 5 de outubro de 2017

As palavras importam? Sim, e muito. | ACAPO

 Capa do livro, várias letras e o texto "a deficiência na comunicação social"


Já ouvi pessoas com deficiência dizerem que não lhes importa as palavras usadas para se lhes referirem - deficiente, pessoa com deficiência, por exemplo - que tanto lhes faz. Mas acredito que as palavras que recebemos, de nós próprios e dos outros, importam e muito. Provocam-nos emoções, moldam-nos conexões neuronais e comportamentos, influenciam-nos o estado de espírito. Têm significados, senão não seriam palavras, e causam impacto em quem as ouve e sente. A própria Bíblia já dizia que «Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura» (Provérbios 12:18), e a própria ciência tem vindo a comprovar esse poder.
Dora Alexandre  
Autora do livro “A deficiência na comunicação social, guia de boas práticas para jornalistas” no âmbito do Grupo de Reflexão Media e Deficiência do Gabinete para os Meios de Comunicação Social (Brasil, 2013).




As palavras importam? Sim, e muito. | ACAPO

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Meninos especiais - novidade na nossa Biblioteca!


Coleção Meninos Especiais 
Ana Zanatti, Isabel Stilwell e Afonso Reis Cabral
11  títulos:

  • Cinco Dedos de Uma Mão 
  • O Fácil Que é fácil E o Difícil Que É fácil
  • Afonso e a espada mágica
  • O Mundo de Carolina
  • À Velocidade do Pensamento 
  • Martim o Menino assim 
  • O Tesouro do João 
  • Alexandre" O Ágil"
  • Um Mundo só meu 
  • Que Aventura ser Matilde 
  • Um detective em cadeira de rodas 

https://gulbenkian.pt/evento/colecao-meninos-especiais/

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Novos recursos educativos - mais auxiiliares!


Tiago Brandão Rodrigues assegurou que ainda este ano (2017) serão contratados 1500 novos profissionais. Só não precisou a partir de que data é que estarão nas escolas. Vão somar-se a outros 500 no próximo ano letivo. A prioridade será dada ao acompanhamento de alunos com necessidades educativas especiais e ao ensino pré-escolar, afirmou.

Será uma oportunidade para formar gente adulta que fará diferença nas escolas 
http://alfinete2008.blogspot.pt/2017/09/vai-haver-1-auxiliar-em-cada-sala-do.html

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Bibliotecas, lugares de encontros


Economia social em acção

Cooperação
Em nome da Laredo Associação Cultural, com sede na Charneca da Caparica, pedi móveis ao Banco dos Bens Doados (ENTRAJUDA), há vários meses.
Finalmente, a resposta veio - explicámos os projectos em que neste momento a ajuda faria sentido, adaptámos o pedido e escolhemos mais peças. Tudo fácil, com a ajuda da Clara Gonçalves, da Laredo, e da Patrícia Felicíssimo e do Carlos Peixoto, do Banco dos Bens Doados, em Lisboa. Um abraço por um mundo mais sustentável, com menos desperdício e mais equidade.

Um dos destinos seria a biblioteca comunitária e inclusiva, Mithós a Ler, projecto que vamos desenvolvendo desde 2015 com a Mithós Histórias Exemplares, em Vila Franca de Xira. Para os transportar, um carro particular seria insuficiente.

A Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira acudiu-nos, serviço público em apoio à cultura e à intervenção cidadã. Com a ajuda da Joana Maia Nogueira, da Mithós, e do Fábio e de mais dois trabalhadores da Junta de que não consigo recordar o nome, ontem o material chegou a bom porto.

Eficácia. Reutilização
Na biblioteca, tudo foi encaixado, adaptado, limpo. Com ajudas: Sandra Fonseca, Hugo Sousa, Paula Sequeira, Marieta Benito, Susana Benito, Zezinha Conde, Manuela Ralha. Uma jornada muito alegre, das 8.30 às 19.00, 5ª feira, 20.07.2017. Uma trabalheira que nos torna o próximo passo um bocadinho mais fácil.

É impossível construir sozinho.


Maria José Vitorino
Laredo

(fotografias das instalações - em breve neste blog)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Laredo: Desenho na ponta dos dedos



Papel cebola - sabem o que é?

"Este dispositivo tem sido usado na educação formal de crianças cegas servindo habitualmente para desenhos de cariz funcional (formas geométricas e grafismos próprios do mundo visual). Existe o preconceito de que como não veem…não vale a pena propor o desenho criativo. 
O meu desafio foi criar dinâmicas que permitissem a expressão em desenho construídas a partir deste recurso. Rapidamente se entendeu que era possível fazer jogos de adivinha tátil, seguidos de desenho, abrindo portas para registos imaginativos. Este recurso tem um potencial inclusivo muito forte. 
Concluí, que no geral, o desenho da figura humana sobre o “papel de cebola” executado por crianças cegas, não apresentava diferenças significativas dos desenhos de outras crianças sobre papel, obedecendo às mesmas características evidenciadas nos estudos de Piaget. Foi preciso explicar isto mesmo, muitas vezes… A partir daí, o “papel de cebola” e outros suportes planos, obedecendo ao mesmo objetivo, têm servido para múltiplas descobertas no campos das artes plásticas aplicadas à cegueira (e também de forma inclusiva). Introduzi esta metodologia nas actividades educativas do Programa Descobrir/Fundação Calouste Gulbenkian dedicado a públicos com necessidades educativas especiais no ano de 2012 e em diversos contextos de formação ao longo dos últimos anos. Recentemente, durante uma formação que dei no encontro "Caminhos de Leitura" (Pombal) conheci um grupo de mediadoras sociais de Coimbra que utiliza esta metodologia nos seus trabalhos, à semelhança da mediadora cultural Joana Maia (Mithos) no projeto “Vem calçar os sapatos do outro”. Como sempre o segredo não está na ferramenta mas sim nas metodologias imaginadas e investigadas…"
Laredo: Desenho na ponta dos dedos

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Carta Educativa - Vila Franca de Xira 2017-2022

Foto de Mithós Histórias Exemplares.

A quem puder participar - aqui está disponível o documento em discussão neste momento, para que a Câmara pede contributos, escritos ou orais. Na Mithós, faremos uma Tertúlia Mithós a ler a propósito, no dia 28 de Junho. Contamos com a colaboração da Laredo Associação Cultural, dos Pais em Rede, da Contramão, e do Ateneu Artístico Vilafranquense.

As próximas sessões oficiais de apresnetação da Carta Educativa do concelho são agendadas: 
21 de junho, EB23 D. António de Ataíde, Castanheira do Ribatejo, 17h30; 
28 de junho, EBI Bom Sucesso, Alverca, 17h00. 

O documento base, com um horizonte de aplicação de 5 anos (2017-2011?), tem 46 páginas (em pdf) e está a ser elaborado pelo CIES-IUL, por encomenda da Câmara Municipal. 

Propõe desde já, entre outras coisas 


"Criar condições na escola pública regular, nos próximos 5 anos, de inclusão de todos os alunos com NEE assegurando as melhores condições;" (p. 37) 

As metas quinquenais enunciadas são: 1. Frequência da escola por parte de 100% das crianças e jovens entre o pré-escolar e o 3º ciclo; 2. Elevar para 95% as taxas reais de conclusão no ensino secundário; 3. Reduzir o Abandono Escolar Precoce em 5%; 4. Reduzir em dois terços os atuais níveis de retenção escolar; 5. Certificar 2.500 adultos por ano nos diferentes ciclos do ensino básico e no ensino secundário "(p. 38). 

Para termos uma ideia da população abrangida (excluindo a educação de adultos, o ensino profissional e pos-secundário), em 2011 o censo apontava para 24.226 pessoas no concelho entre os 3 e os 19 anos, das quais 1000 (entre os 5 e os 19 anos) apresentando uma ou mais dificuldades permanentes associadas a uma deficiência. O total de residentes entre os 3 e os 18 anos era, em 2011 (INE, Recenseamento Geral), 24.300.  Num universo de 136.886, tal corresponde a 17,8 %, quase 1 em cada 5 habitantes em idade escolar. 

Em 2017, há no concelho 56 estabelecimentos de ensino públicos (incluindo o Centro de Formação do IEFP em Alverca) e 31 privados (incluindo IPSS e o Conservatório Regional Silva Marques, em Alhandra).